sexta-feira, 29 de abril de 2011

Por um espírito mais forte...

Confesso que não ando muito bem. Hoje me vejo desacreditado de muitas coisas. Peço auxílio à Deus, para que ele me ajude a fortificar esse meu espírito enfraquecido.
Procurei uma música que pudesse me ajudar a sentir-me um pouco mais seguro e encontrei essa. Espero que vocês não estejam assim como eu, no entanto se estiverem, vamos refletir juntos...

Coração Sagrado - Pe. Fábio de Melo

Se você está cansado
Sem lugar pra repousar
Venha ao Coração Sagrado
De Jesus, que aberto está.
Pode então entrar, até descansar
Seu Deus ali espera e quer amar

Curar suas feridas, tirar a solidão
Reconstruir com zelo
Tudo que está no chão
E dar muito carinho.
Alegre-se irmão!
Felicidade não é ilusão!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Seja um idiota!

Olá meus amigos! Espero que vocês tenha tido uma ótima Páscoa. A minha foi muito bem, claro, sempre poderia ter sido melhor, mas não reclamo de nada não, pois aproveitei cada minuto da maneira que poderia.
Hoje eu estava fazendo umas pesquisas na internet e descobri um blog em que estava postada a mensagem que colocarei aqui. Escolhi partilhá-la com vocês pelo fato de me identificar muito com ela. Considero também um perfeito idiota, pois sigo todos os passos "anormais" sugeridos pelo autor, que com certeza colocarei o nome, em respeito ao seu pensamento (nossa, aprendi isso na filosofia, hehehehe).
Pois bem, espero que vocês também se identifiquem ao menos um pouquinho com essas doses de alegria, sugeridas aqui. E olha só, tenho muitas coisas para contar para vocês, em breve estarei com um quadro de postagens aqui no blog falando sobre minhas experiências nas viagens que fiz Brasil a fora. Vocês não perdem por esperar.
Boa leitura viu?, tenho certeza que irão gostar...

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não"realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos"

Arnaldo Jabor

sábado, 23 de abril de 2011

Sexta-feira... Meu Mestre morreu!

Fiz questão de acordar bem cedo. Corri novamente naquela sala, para ver se restara migalhas da tua ceia. Encontrei quase nada, apenas uns sagrados farelinhos de pão. Ajudei minha mãe à arrumar as coisas. Queria poder ver se te encontrava por aí. O dia estava meio nublado, parecia que algo triste estaria para acontecer. Pedi ao meu pai que me deixasse ir ao templo rezar, era por volta das sete horas da manhã. O sol de Jerusalém está sempre muito quente nesse horário e quando é meio dia então? Faz muito calor e minhas vestes estão cada vez mais pesadas. Quando eu estava saindo do templo, era mais ou menos nove horas, vi uma procissão que ia em direção ao Palácio de Herodes. Mas o que viria ser aquilo? Perguntei para um dos que caminhava e ele me respondeu com grosseria, dizendo que a justiça estava para ser feita. Eu não compreendi a princípio aquelas palavras, mas mesmo assim estava curioso em saber o que se passava. Desconfiava que fosse você e de fato era. Corri, corri muito para chegar perto, o mais perto possível e mais uma vez olhaste pra mim.

Ah Mestre... eu desejava aliviar teu sofrimento. Mas porque estavas naquela situação? Eu não entendo: não eras ladrão ou assassino; homens que cometem infrações são punidos, mas teu castigo para mim era inconcebível! Meu desejo era tirar você dali, nem que tivesse que derramar sangue. Mas senti-me muito fraco e, no entanto, parecia-me que as dores não te afligiam tanto, pois matinhas o teu rosto sereno. Meu pai estava à minha procura e eu tive que deixar aquela procissão, mas depois de atender ao meu pai, voltei a te procurar. Já estavas sendo açoitado. Meu Deus, o que era aquilo?! Já presenciei várias torturas, é comum em Jerusalém acontecer essas coisas durante os dias de Páscoa. Eles utilizam-se do ser humano como se fosse o pior dos animais e fazem o que bem querem com eles e eu considero aquilo desumano!

Foi inevitável as lágrimas. Sentia meu espírito gemer a cada chicoteada que recebias... minha vontade era de gritar, mas como gritar? Todos assistiam aflitos aquela agonia sem nada poder fazer. Uma mulher chorava muito, mas muito mesmo. Umas das mulheres judias que conheço com beleza sem igual. Me disseram que é sua mãe. Tentei aproximar-me dela, mas desisti, acho que eu ia ficar ainda pior vendo aquela angústia sem fazer nada. E tu também choravas... homem cheio de dores e sofrimentos... choravas tanto que percebi o choro de toda a humanidade nos teus olhos. Olhaste para mim uma vez e neste olhar me dissestes: “Eu te amo”.

Disseram-me que com um beijo entregaram o senhor para morte. Isso é horrível! Quando se tem um amigo, espera-se fidelidade dele. Traição é assombroso, abominável. Depois de cansarem de tanto baterem, pregaram-te na cruz e ao invés de sentir compaixão de ti, machucaram-te até fazer a tua carne sangrar. Os homens gritavam eufóricos como se presenciassem a mais bela cena! Tu olhavas para o céu e suplicavas por algo. Lembro-me de uma só palavra que pronunciastes: Perdão. Perdão para quem? Perdão de quem? Será que estavas perdoando alguém? Não sei, não entendia muita coisa... eu estava de longe. Os dois ladrões que estavam do teu lado ainda não haviam morrido. O céu estava muito escuro, com certeza ia chover. Vi um último grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!” Este era o grito da consumação. Pendestes a cabeça para um lado e adormeceste no sono eterno. Eu chorava ao ponto de soluçar. Peço-te perdão por sentir tanto sofrimento ao ver aquilo, mas ser incapaz de evitar a tua morte.

Um dos guardas foi quebrando as pernas dos ladrões e eles agonizaram até morrer. Chegaram próximos a ti e eu gritei aflito: “Não! Ele já morreu.” Meus olhos estavam fitos e eu já havia notado que tinhas morrido. Ele quis ainda certificar-se que não estavas vivo e ficou a lança no teu peito. Corri, suplicando que não fizesse aquilo, mas não adiantou. Ao chegar próximo ao guarda, o teu coração começou a jorrar sangue que chegou a respingar no meu rosto. Passei a mão e dei um beijo. Ele incrivelmente fez a mesma coisa. Neste instante o céu se abriu e a chuva desceu torrencialmente. Corri para casa, eu não podia ficar ali. Antes ainda consegui dar um abraço em um dos teus discípulos e por incrível que pareça, o único que se encontrava naquele lugar. Sua mãe beijava seus pés e outra mulher, que ainda não conhecia estava próxima à ela.

Ao chegar em casa, chorei ainda mais e rezei esperando entender tudo aquilo que se passava contigo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Minha Quinta-Feira...

Era quinta-feira... dia magnífico para mim, pois foi o primeiro contato que tive contigo. Pedistes ao meu pai e eu logo roguei que ele te concedesse a casa, para ali comemorardes a Páscoa com teus discípulos. Sim, fui eu que supliquei, pois meu pai estava desconfiando que seria você aquele que todos acusavam de malfeitor. Estava muito claro que jamais você faria o mal a quem quer que fosse. Oh não, pelo contrário! Pessoas que fazem tantas coisas boas, jamais poderiam ser acusadas de malfeitores, mesmo que, vez por outra, agisse mal. Eu sempre tive vontade de viajar para Galiléia para te ver de perto, mas nunca tive a oportunidade. Hoje eu completo 20 anos, assim que a lua iluminar a terra. Meu maior sonho era ser um discípulo seu sabia? Eu queria aproveitar cada segundo que tivesse na existência só pra ficar perto de você, acho que isso me realizaria e encontraria um sentido novo e real para viver.

Eu organizei tudo, deixei tudo bem limpo para sua Páscoa e você me agradeceu. Podes não ter lembrado aquele olhar carinhoso e daquele sorriso como quem diz: obrigado! Mas foi o gesto mais gratificante que recebi. Olha Mestre, jamais vi coisas tão perfeitas assim. Depois que sorriste, eu saí e você me pediu que encostasse a porta. Mas faltavam ainda duas lamparinas, que pretendia colocar por sobre a mesa. Eu fiquei sem palavras, não sabia o que dizer... quando voltei com as duas lamparinas, já estavas conversando com os teus discípulos e eu não podia mais entrar naquela sala. Encostei a porta, mas deixei uma fresta, para poder observar o que se passava. Ah Mestre, me perdoa pela curiosidade, mas tens plena consciência que o meu espírito me pedia isso e eu não me perdoaria jamais se não contemplasse aquela ceia. Ninguém jamais comemorou a Páscoa com tanta intensidade.

Confesso que achei estranho num determinado momento em que um dos teus discípulos levantou-se sem nem ao menos ter terminado a ceia. Só lembro-me que ele falou: “Mestre, serei eu?” E tu respondeste: “Tu o dizes!” Mas serei eu o que? Naquela hora eu não compreendi nada. Todos começaram a conversar entre si, acho que eles também não entenderam muita coisa. Mas por hora, não importava aquele gesto. Para mim o que importava mesmo era a alegria de poder estar ali e admirar você e seus discípulos.

Depois, lembro-me que o senhor partiu o pão e partilhou com eles... Que belo sinal de partilha! Lá em casa minha mãe só põe na mesa, meu pai se serve e eu como depois do meu pai. Ali não, todos comeram juntos. Depois você levantou o cálice, só lembro-me de uma palavra: Aliança. O que viria a ser, eu não sei, mas quando fala de aliança, entendo como meu pai me ensinou e também o que aprendi no templo, que é a união entre Deus e os homens. Será que estavas fazendo isso também? Todos comeram e estavam felizes, vi até um encostar-se ao teu ombro... ele devia estar bem feliz mesmo. Na porta, você nem me notou, mas desconfio que sim, pois de vez em quando você dava uma olhada em direção a mim e sorria. Não sei por que, pois eu achava que estava escondido.

Agora a parte emocionante foi quando você se agachou e lavou os pés um por um dos seus discípulos. Isso poderia não ter significado nada, afinal é comum lavar os pés dos hóspedes ou visitantes, mas contigo era diferente, você é o mestre, eles que deveriam ter lavados seus pés. Ah se fosse eu... além de lavá-los, beijaria inúmeras vezes. Isso mesmo, você também beijou os pés deles! Daria tudo para receber um beijo seu.

 E depois disso, vocês se foram. Percebi seu rosto meio aflito e preocupado, o clima estava meio tenso, mas meu espírito estava alegre e queria tanto poder te dizer que no próximo ano desejaria imensamente que você voltasse de novo para celebrar novamente sua Páscoa aqui na casa do meu pai. E essa também foi a minha Páscoa naquele dia.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Filosofia? Pra quê?

A maioria das pessoas com quem converso sempre tocamos em assuntos relacionados às experiências de vida e a gratificação por aquilo que fazemos. Quando me perguntam: "Que curso você faz?" eu respondo alegremente: FILOSOFIA. A princípio eles se assustam, mas depois que explico (dentro das minhas limitações, é claro) alguns até acham interessante e demonstram um certo tom de satisfação.
Acredito que a filosofia foi - e ainda está sendo - muito mal interpretada no nosso contexto. Acham que é algo lunático (fora da realidade que vivemos) que não tem nada a ver com o que de fato é mundo e preferem se limitar apenas as coisas que são úteis para si, sem nem ao menos perceber a riqueza que é o ato de filosofar.
Mesmo que não queiramos, todos os dias filosofamos em todo e qualquer assunto relacionado às nossas experiências de vida. Tomemos como exemplo a nossa vontade de saber das coisas e como elas se dão... vocês nunca pararam para pensar como a ideia surge em nossa mente? O porque dos nossos pensamentos? O que está para além da realidade que vemos e sentimos? Pois bem, se você nunca fez isso, você não é um filósofo. No entanto, se essas perguntas já foram elaboradas em sua mente e você quis buscar respostas, isso significa que és um filósofo.
Se és um bom ou mau filósofo, não sei, mas que és amigo da sabedoria, és! Esqueci de explicar pra vocês: a palavra filosofia é derivada da união de duas palavras: Philos = amigo e Sophia = sabedoria. Assim implica dizer que o filósofo é aquele que está mais próximo da sabedoria, isso mesmo: próximo. Não possui a sabedoria, pois ela é o Ser Supremo, que no caso da religião, dizemos ser Deus.
Sobre a filosofia e seus efeitos, escrevi um artigo, que se for do interesse de vocês lerem, prossigam a leitura, se não, me despeço por aqui e espero que vocês agora compreendam o que a filosofia nos propõe: AUXILIAR NA BUSCA PELA VERDADE.

A importância da Filosofia

Por certo já temos em nossas mentes opiniões formadas, conclusões, certezas sobre quase todos os assuntos de vida que nos circundam sem nem ao certo sabermos o que é filosofia, do que se trata e como contribui para a formação do pensamento e assim caímos no máximo estado de um ser ignorante, incapaz de olhar para os lados e reconhecer a profundeza da inteligência humana, capaz de pensar e agir com racionalidade.
Mas o que é a verdade? O que o uso racional do homem poderia explicar? Esse é o maior mistério que até hoje o pensamento limitado do ser humano não conseguiu atingir. A filosofia dá espaço para que o homem não se limite. Filosofia é aventura, é caminho, filosofia é tragédia. Ela não limita o ser humano em verdades levianas e nem relativas, pois impulsiona o indivíduo a ir além, a caminhar em meio aos questionamentos e buscar respostas. Ela mostra as diferenças e busca comungar e corrigir o que é indiferente.
Filosofia não obriga o homem a conhecer a verdade, ela simplesmente ilumina os caminhos para busca. Tantas vezes o que ouvimos não é o que escutamos; o que falamos não é o que dizemos ou até mesmo o que vemos não é o que enxergamos. Tudo por causa da nossa limitação. Somos ignorantes a partir do momento em que dizemos saber de tudo e também dizer que não sabemos de nada, isso é fim, isso é trágico. Estaríamos no máximo limite das realidades, no extremo.
O ser humano, tomando o conhecimento da filosofia, sabe a importância do equilíbrio e que se vive, vive-se numa tragédia, capaz de reconhecer a limitação e gratificar-se por conseguir enxergar o outro lado, estar na fronteira. É por isso que não somos capazes de apoderarmos da verdade, porque ela é a máxima realidade pura; mas podemos chegar um dia a contemplá-la, pois estamos na fronteira.
O que nos impulsionam nesta busca de contemplação é a nossa razão, pois o homem incansavelmente trafega pelos vales das dúvidas quando ele é filosófico e quer estar em plena certeza. Como diz um pensador: “A vida não tem significado se o homem não está em constante busca.” É buscar algo que faz do homem um ideal, com projetos, caminhando.
Uma pessoa estática não poderia ser filósofa, pois filosofia incomoda, tira o que é preso e o leva a encontrar o conhecimento, ou pelo menos procurá-lo. E uma vez nesse caminho, o indivíduo já não se detém, encontra um ritmo e age por ele e com ele. Sabe-se quando está seguro e quando está incerto. Vemos então que incerteza não é apenas não estar certo de algo, mas é insegurança.
              Na filosofia, enfim, nada se mistura, tudo se completa e forma um caminho iluminado para o homem conseguir buscar com clareza e largueza o sentido e a contemplação da verdade. Para mais, entendemos que a verdade é Deus, se assim quisermos lhe atribuir um nome, esta verdade pura não a possuímos, apenas a contemplamos dentro da nossa limitação e assim entendemos que o maior propósito da filosofia é proporcionar ao homem uma vida feliz.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Reflexão sobre a quaresma.

"Todos os anos é a mesma coisa... passa Quarta-feira de cinzas logo depois chega a quaresma, depois de quarenta dias e celebramos a Semana Santa, Quinta de lava-pés, Sexta da Paixão, Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa. E nos dizem: 'Façam penitência!' Mas ninguém no fim, nunca muda! Continua a mesma coisa... Tô cheio disso!"
Essa reflexão é muito comum nos dias de hoje e o interessante é que não é apenas pelos mal informados, mas também por vários crentes. As vezes é bom que se faça esses questionamentos, mas sempre ter em mente o desejo de crescer e amadurecer a fé jamais pensando em desistir da reflexão.
O tempo quaresmal é na sua mais significativa intenção, fazer com que o povo de Deus pare um pouco para refletir sobre sua vida e seus comportamentos. Somo todos pecadores e necessitamos melhorar nosso passo. Pensemos porém no Mestre Jesus que, durante quarenta dias se pôs a rezar para, alimentando seu espírito, anunciar ao mundo a paz e o amor.
Mediante tantas rotinas da vida, se faz mais que necessário nos reabastacermos e fortalecer nossa mente com coisas boas para assim, nos alegrarmos com a festa da vida.
Assim é o tempo quaresmal, que cada um consiga fazer sua parte e que a penitência transfome nossos corações enrugados pelo pecado em corações novos e cheios de graça e amor. Assim, bem celebraremos nossa Páscoa!

sábado, 19 de março de 2011

Festa do Patriarca da Igreja: São José

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra com alegria a Festa do seu Patrono: São José, esposo da Virgem Maria. Muitos são os relatos que sabemos da vida deste santo, portanto, poucos sabemos daquilo que é encontrado nos livros apócrifos (ou seja, aqueles que a igreja reconhece apenas como histórias contadas popularmente, sem veracidade como são os evangelhos).
Como bem sabemos das narrações evangélicas, preferi colocar aqui um trecho do livro apócrifo que conta um fato curioso da vida do santo que até então poucos de nós conhecemos:
"Outra versão da vida de São José é relatada nos "Atos de São José" que é tido por muitos como sendo apócrifa, mas estudiosos como Origens, Euzébio e São Cipriano fazem referência em suas obras. Nesses "Atos" José teria se casado jovem e só foi prometido a Maria quando já era viúvo. José teria tido, no primeiro casamento, duas filhas e quatro filhos sendo o caçula chamado Tiago, que Jesus considerava como irmão e com ele teria passado sua infancia e parte de sua adolecência. E Maria achou o menor Tiago na casa de seu pai e este estava triste pela perda de sua mãe e Maria o consolou e o criou. Assim Maria é as vezes chamada de mãe de Tiago. Com o passar dos anos o velho José tinha uma idade bem avançada, mas nunca deixou de trabalhar, nunca sua vista falhou e nunca ficava sem rumo, tonto, e como um rapaz ele tinha vigor e suas pernas e braços permaneceram fortes e livres de nenhuma dor. Quando aproximou-se a sua hora um anjo do Senhor veio até ele e disse a ele que estava para morrer e ele levantou-se e foi para Jerusalém orar no santuário e disse: "O Deus autor da consolação, O Senhor da compaixão, ó Senhor de toda a raça humana, Deus de meu corpo e espirito, com súplica eu Vos reverencio e Ó Senhor e meu Deus, se agora meus dias terminam e eu preciso deixar este mundo, peço a Vós que envie o arcanjo Miguel, o príncipe dos Vosso anjos, e deixe ele ficar comigo e leve minha alma deste aflito corpo sem problemas e sem terror. E José foi enterrado pelos seus amigos e parentes sem o odor dos mortos."
Ide à José!

Hoje nossa Congregação do Joseleitos de Cristo celebra seu Patrono e unimo-nos à todos os nossos irmãos consagrados para também celebrar os 61 anos de história na vida da Igreja como Sociedade Joseleitos de Cristo. Fundada pelo Pe. Gumercindo no dia 19 de março de 1950 na cidade de Boquim, SE. Depois reestruturada na cidade de Tucano, BA no dia 19 de março de 1958. Hoje a Congregação conta com mais de 45 padres, 3 diáconos, 27 seminaristas e 2 irmãos consagrados.
Peçamos à São José sua proteção para nossa cara Sociedade e que nos faça seus modelos na obediência, castidade, pobreza e fidelidade à nossa consagração.
Valei-nos São José!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Enfim, resolvemos pra onde ir...

Bom dia!!!
Vocês lembram da nossa dúvida ontem não lembram? Não sabíamos aonde fazer nosso passeio comunitário, afinal, o tempo estava muito imprevisível, nem chovia e nem fazia sol.... Pois bem, depois do almoço, horário que seria para nossa saída à qualquer lugar, o sol apareceu radiante... e assim veio o resoluto: Vamos para Lavrinhas mesmo, tomar banho no rio. Saimos 13h e depois de 1 hora de viagem, chegamos ao nosso lazer. Eu, como nunca perco tempo, corri para pular na água, fui o primeiro a entrar e o primeiro a sair... urrrr a água estava gelada! Mas depois que acostumei, fui convidando um por um que tomando coragem, caíram na curtição! O Ir. Junior relutou em ir, mas insisti com ele e ele resolveu entrar. Depois de tanto banho fomos jogar vôlei pra ver se esquentava um pouco. Ficou em 1x1 e os meninos não quiseram jogar mais. Caímos na água novamente, lanchamos e o melhor, tiramos fotos!!!
Nossa! E por falar em foto, gravamos até um clip dentro da água. Foi comédia, porque o Ir. Edson que gosta de cantar fez todo mundo cantar com ele uma música que ninguém nunca tinha ouvido, a não ser ele. Mas batemos palma e levantamos o braço mesmo assim. Conversamos bastante, rimos de montão. Lá pelas 17h nos organizamos para voltar. Chegamos em casa umas 18h. Fui limpar meu quarto, acabei por volta das 21h. Não tivemos oração comunitária à noite. Meu irmão me ligou e conversamos uma hora. Saí do quarto e fui comer pois estava morrendo de fome. Tomei banho e fui dormir, exausto pelo dia "cansativo" que tive hoje.
Depois postarei algumas fotos do passeio, cuidado para não assustarem-se, são cenas pesadas... hehehehe
Abração à todos e até amanhã!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Iup! Hoje tem passeio!

Bom dia meus amigos do peito!
Hoje vai ter passeio com o pessoal aqui de casa. Estamos decidindo ainda... a turma está dividida, alguns querem ir tomar banho no rio do Rancho Zé João em Lavrinhas, outros querem ir em Guaratinguetá, fazer um passeio religioso sob as bênçãos do Frei Galvão. Por mim tanto faz, só que como o tempo está meio frio e sem muita previsão de esquentar, acho que tomar banho na água gelada não seria muito proveitoso né? Lá é muito lindo como vocês podem ver na foto, mas hoje, sinceramente meus irmão, não tá dando. Mas vamos ver no que vai dar, acho que vai valer a pena ou um ou outro, o que importa é sair da rotina... hehehe
Mas o que acham, pra onde iriam, podem colocar comentários.

Amanhã eu digo para vocês o que foi decidido e contarei tudo do passeio, porque sinceramente, sair com essa turma, é comédia!!!



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mais uma vez estou de volta!!!

Boa tarde à todos! Como sabem, esse meu blog é bem pessoal e ao mesmo tempo público, afinal, não teria necessidade de ficar escrevendo um montão de coisas sem que não houvesse ninguém que as lessem. Portanto, falo de minha vida. Todo mundo tem curiosidade de saber como vive um seminarista, claro, não são todos que vivem como eu, mas aqui está uma amostra de como vivo e o que faço durante os meus dias de vida! Pois bem, sejam bem vidos ao meu dia 26/02/2011!!!
Hoje acordei muito cedo, era por volta das 05:30 com o bendito cachorro latindo com o gato. Nossa, me deu muita raiva e eu por três vezes fui espantá-lo pela janela do meu quarto, mas as tentativas foram em vão. Na última vez, amassei uma folha de papel e joguei nele, ele tomou um baita de um susto e saiu correndo... pensou em voltar, mas teve medo e parou de latir. Foi quando consegui voltar a dormir. Eu estava exausto, fui dormir muito tarde pois chegamos 00:30 dos votos perpétuos dos irmãos Adaílton e Leandro em Taubaté. E por falar em Votos, foi muito bom a noite de ontem, bem divertido! A missa foi soleníssima, eu fiquei responsável para redigir a ata, que foi um sucesso, graças a Deus! Conversei bastante com os paroquianos de lá, principalmente com a Aneleide, tiramos fotos e participamos do coquetel. Dormi bastante e acho que por ter acordado várias vezes pela madrugada, acabei perdendo a hora da oração. Depois fui tomar café sozinho, Pe. Erculino (assistente do seminário) chegou depois e me fez companhia. Pela manhã ainda lavei umas peças, arrumei metade do quarto e fui acessar a net. Agora, depois do almoço, voltei aqui para escrever um pouquinho no meu blog e fazer minha reflexão.
Essa mensagem que colocarei agora é um poema de Clarice Lispector. Há muitos anos atrás a Ana Maria Braga recitou como mensagem inicial no seu programa e eu gostei muito, espero que vocês gostem e possam partilhar comigo o coração de vocês!!!

Rifa-se um coração (Quase novo)
Clarice Lispector
Rifa-se um coração quase novo.

Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade
está um pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado,
coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu... "não quero dinheiro,
eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece,
e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações
e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste
em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida
matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
" O Senhor poder conferir", eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que,
ainda não foi adotado, provavelmente,
por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário
a publicar seus segredos e, a ter a petulância
de se aventurar como poeta.

Uma ótima semana pra vocês e um beijo no coração!